TUDO SOBRE LÂMPADAS DE LED

LÂMPADAS LED (diodo emissor de luz)

As lâmpadas de LED não possuem filamentos como as halógenas.  Diferentemente, são iluminadas pelo movimento de elétrons em um material semicondutor, sendo muito mais econômicas (aproximadamente 74% a mais que as halógenas) e duráveis (cerca de 5 mil horas).

Menores, são mais personalizáveis, podendo ser utilizadas com diversos estilos, formando designs diferenciados.  

O LED apresenta luminosidade na temperatura de 5.600/6500 Kelvin, que se traduz em uma tonalidade mais azulada e mais brilhante que as de halogênio.  Em termos práticos, elas iluminam mais, como o coeficiente de eficiência luminosa indica. Para se ter uma ideia, enquanto as lâmpadas halógenas apresentam, em média, uma eficiência luminosa de 20 lúmens por Kelvin, a média da de LED é muito superior, de 60 lúmens por Kelvin.

Toda essa eficiência tem um preço. Quando os primeiros faróis de LED surgiram, por volta de 2004, as apostas eram grandes para sua rápida inserção no mercado em substituição às halógenas. Entretanto, o grande entrave era o custo da tecnologia. Além de um maior custo de produção, o LED exige uma eletrônica mais sofisticada instalada nos veículos e componentes mais resistentes próximos à sua base.

Mesmo que as lâmpadas de led ainda não sejam amplamente utilizadas pelas montadoras, muitos buscam personalizar o veículo trocando o conjunto original halógeno pelo de LED, seja pelo resultado estético, seja pela eficiência na iluminação.

Mas essa substituição implica diversos desafios, já que além da mesma voltagem, o sistema deverá apresentar o mesmo fluxo luminoso e a mesma temperatura de cor, bem como passar pela vistoria e aprovação do Detran.

Segundo o artigo 230, inciso XIII do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), trafegar com sistema de iluminação alterado configura infração grave, sujeita a multa e medida administrativa de retenção do veículo para regularização. Assim, é preciso que a alteração seja respaldada pelo Certificado de Segurança Veicular emitido pelo Detran, após vistoria e autorização.

Além das questões legais, a equivalência entre os conjuntos é ressalva especialmente importante para os carros que têm alertas de queima de faróis, uma vez que as lâmpadas de LED, que exigem menor voltagem para o funcionamento, podem não ser reconhecidas pelo sistema.

Para os amantes da personalização, o ideal é promover a troca em oficina especializada e dentro dos parâmetros legais para evitar grandes transtornos. Se o objetivo, por outro lado, é apenas aumentar a iluminação seria interessante considerar também as lâmpadas halógenas super branca disponíveis no mercado.

Vantagens do farol de LED: tamanho pequeno que permite maior personalização, baixo consumo de energia (especialmente relevante para carros híbridos e elétricos), mais brilhante do que os faróis halógenos e maior durabilidade.

Desvantagens do farol de LED: custos de produção e reposição mais altos, exigência de uma estrutura mais reforçada ao redor das lâmpadas, exige autorização do Detran para instalação, caso o sistema não venha de fábrica.

Modelos de LED

O LED foi inventado a mais de 50 anos e durante este período foi sofrendo aperfeiçoamentos e foram surgindo novas tecnologias de produção, que além de aumentar o fluxo luminoso “lumens”, foi ficando cada vez menor ao ponto de atualmente ser impresso em uma placa de metal. Vamos conhecer em ordem cronológica.

DIP Led

DIP LED “dual inline package”, essa tecnologia foi inventada a mais de 50 anos. Embora seja antigo, os LEDs DIP estão longe de estar desatualizados, pois ainda são usados ​​extensivamente para grandes placas e displays.  Esses LEDs são normalmente encontrados em aparelhos eletrônicos e elétricos como luzes indicadoras, devido ao seu baixo custo, alto brilho e facilidade de instalação. Os LEDs DIP geralmente produzem entre três e quatro lúmens por LED.

SMD Led chips

Os chips SMD “surface mounted device” ou dispositivo montado na superfície tornaram-se muito populares devido à sua versatilidade. Estes são muito menores em comparação com o DIP. Os LEDs SMD foram usados ​​para criar tudo, desde lâmpadas a fitas de led.

Os chips SMD têm a capacidade de colocar três diodos no mesmo chip. Quando um chip inclui um diodo vermelho, verde e azul, você possui um chip que pode criar qualquer cor desejada ajustando o nível de saída de cada diodo individual no chip. Como são brilhantes e podem mudar de cor, esses chips são usados ​​extensivamente para lâmpadas LED.

COB Led chips

Os chips COB “chip on board” ou chips implantados em um único módulo, possuem vários diodos (mais de três) na mesma pastilha. É aqui que as semelhanças entre SMD e COB terminam. De fato, em todo chip COB existem vários diodos.

Enquanto o SMD requer um circuito para cada diodo incluído no chip, um dispositivo COB possui apenas um circuito com dois contatos para todo o chip, independentemente do número de diodos. Esse design de circuito único, independentemente do número de diodos no chip, leva à simplicidade do design.

Mais importante, o LED COB melhorou as taxas de lúmen por watt em comparação com outras tecnologias de LED, como DIP e SMD. Infelizmente, a grande desvantagem do COB (devido ao design de circuito único) é que são necessários vários canais para ajustar os níveis individuais de emissão de luz para criar efeitos de mudança de cor. Assim, a iluminação LED COB é poderosa e eficiente para aplicações de uma cor, mas não pode ser usada para criar luzes que mudam de cor.

Os chips LED COB variam muito em suas aplicações e, portanto, chips diferentes requerem potência, voltagem e produzem contagens de lúmens muito diferentes. No entanto, os chips LED COB têm uma boa proporção de lúmens por watt, começando normalmente de 80 lúmens por watt no mínimo e indo até 100 lúmens por watt ou mais.

MCOB Led chips

LEDs MCOB. São uma variante dos chips COB que agora estão ganhando popularidade. Os MCOB ou múltiplos chips a bordo, conhecido também no Brasil como Microled, são muito semelhantes aos chips COB em suas aplicações e são essencialmente vários chips COB juntos em série. Podem ter vários formatos.

Os dispositivos MCOB produzem muita luz e são ainda melhores que os COBs para aplicações de baixa potência. O MCOB é uma tecnologia muito nova neste momento, trata-se de uma nova geração de chips, muito menores e com maior luminosidade e potência.

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